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Equilíbrio: A importância das pausas no mundo do trabalho

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LOBALIFE

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Quando, no início do ano, foi lançada a palavra “equilíbrio” como uma das bandeiras da LOBA para 2020, não poderíamos imaginar a importância que ela iria ter no decorrer do mesmo. No meio de uma pandemia global, que nos obrigou a mudar drasticamente as nossas rotinas, hábitos e gestos tão simples como abraçar quem amamos, “equilíbrio” pode parecer uma verdadeira miragem num deserto pandémico.

Com todas essas mudanças, a sensação de nos sentirmos engolidos pelo trabalho e os níveis de stress tendem a aumentar exponencialmente. Sentimos que as nossas obrigações não cabem na gaveta do tempo que temos disponível, o que nos leva a um trabalho contínuo com a certeza de que não podemos parar sem perder o comboio. Mas é mesmo esta a melhor abordagem? Embora pareça contraprodutivo, uma ferramenta bastante útil para ajudar a combater este flagelo, e nos tornar realmente mais produtivos, é fazer pausas.

Vamos usar a analogia de uma flecha. Para atirarmos uma flecha a um alvo, primeiro temos de recuar a flecha, para ela acumular energia suficiente para poder atingir o alvo. Connosco passa-se algo semelhante. Para irmos em frente, por vezes temos de recuar um pouco. Parar, sair do lugar, apanhar ar, recarregar as energias para sermos muito mais produtivos em menos tempo.

Não é o tempo que despendemos numa determinada atividade, mas sim o foco que colocamos na mesma. E isso é muito difícil de manter sem algumas pausas para nos equilibrarmos internamente. No fundo, a ideia não é trabalhar mais, mas de forma mais inteligente e eficiente.

Num artigo intitulado “Deep Breaks”, Cal Newport, autor do livro “Deep Work”, fala igualmente da importância das pausas e deixa dicas valiosas sobre como devemos realizar as mesmas, para tirar maior proveito dessa incrível ferramenta. Ora vejamos algumas:

  • Pausas não devem desviar a nossa atenção para coisas que poderão gerar uma obrigação profissional ou social (exemplo, verificar a caixa de email ou as redes sociais)
  • Pausas não devem ser outras tarefas menos importantes, mas que precisamos igualmente de fazer (exemplo, fazermos uma pausa de um artigo que estamos a escrever para fazermos outro mais simples e menos complexo. Devemos sim focar a nossa atenção individualmente em ambos, mas não utilizar o mais simples como uma desculpa de “pausa” para o mais complexo)
  • Pausas não devem ser atividades que nos provocam algum tipo de stress ou que nos façam ficar a pensar nelas depois da pausa terminar.
  • Pausas não devem, normalmente, durar mais de 10 – 15 minutos, com algumas exceções, como é o caso das refeições.

Pelas razões apresentadas anteriormente, seguem alguns exemplos de atividades que poderemos realizar nas pausas para tirarmos o melhor partido dos benefícios das mesmas:

  • Uma pequena caminhada para tomar uma água ou um café, mas sem qualquer tipo de distrações, como o telemóvel para “atacar” as redes sociais.
  • Ler umas páginas de um livro ou de uma revista que não tenham nada a ver com a tarefa em que nos estávamos a focar.
  • Se estiverem em casa, realizar uma pequena tarefa doméstica, como lavar loiça, fazer a cama ou limpar o pó, pode ser uma ótima opção para relaxar a mente.
  • Meditar, ou simplesmente fechar um bocado os olhos e relaxar por uns minutos.
  • Nas horas das refeições, não permanecer na secretária a trabalhar, nem comer a realizar outras atividades. As horas de refeição são valiosas para restaurar a nossa mente para atacar o que falta do dia.

Na LOBA acreditamos na importância do equilíbrio na vida de cada um de nós e por isso todos têm a liberdade de encontrar o seu, para que, juntos, possamos criar a melhor solução em todos os desafios que abraçamos.

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